
Um Filme Falado
Setembro 11, 2007No dia 12/09, o Cine Clubinho exibirá o curta-metragem “Art Of Mirrors” (1973) de Derek Jarman, seguido do longa “Um Filme Falado” (2003) de Manoel de Oliveira.
Art of Mirrors é um dos curtas experimentais feitos em Super 8 por Derek Jarman antes de seu primeiro longa-metragem “Sebastiane” (1976). Nascido em 31 de janeiro de 1942 em Northwood, Inglaterra, além de diretor, Jarman também foi escritor, pintor e jardineiro. Entre seus filmes destacam-se “Caravaggio” (1986), The Last of England (1988) e War Réquiem (1989). Ele também colaborou em produções audiovisuais de grupos como The Smiths, Sex Pistols e Pet Shop Boys. Faleceu em 19 de fevereiro de 1994 em Londres em decorrência da AIDS.
Um Filme Falado narra a viagem de navio realizada por uma professora de história junto com sua filha pelo mediterrâneo. No decorrer da viagem, a professora irá travar contato real pela primeira vez com as regiões que ela sempre ensinou aos seus alunos em sala de aula. Através dessas passagens o filme traz as diversas línguas e regiões que constroem o mosaico do que hoje é a cultura ocidental. Fazem parte do elenco Leonor Silveira, John Malkovich, Catherine Deneuve, Stefania Sandrelli, Irene Papas, Luís Miguel Cintra, David Cardoso, Elias Logothetis e Filipa de Almeida.
Manoel Cândido Pinto de Oliveira, importante representante do cinema europeu. Nascido no Porto em 12 de dezembro de 1908. Se interessou por cinema através de Charles Chaplin e Max Linder, influenciado pelo pai. Com 20 anos entrou para a Escola de Actores de Cinema. Em 1928 participa como figurante no filme “Fátima Milagrosa” de Rino Lupo. Inspirado por “Berlim, Sinfonia de Uma Capital” (1972) de Walter Ruttman, adquire uma câmera “Kinamo” e começa “Douro, Faina Fluvial”, junto de António Mendes, fotógrafo amador que estreou em 1931. Foi muito perseguido pela crítica por seu modo peculiar de filmar, com planos longos e pouco movimento de câmera. Em 1940 fez seu primeiro longa-metragem “Aniki-Bobó”. Durante os anos 40 e 50, muitos de seus filmes não saíram do papel por falta de verba. Em 1955 foi à Alemanha fazer um estágio na AGFA para estudar a cor aplicada ao cinema, que utilizou no seu documentário “O Pintor e A Cidade”de 1957. Durante os anos 60 torna-se conhecido na França e Itália. Em 1971 faz “O Passado e o Presente” ao qual seguem-se “Benilde ou a Virgem Mãe” (1975), “Amor de Perdição” (1978), e “Francisca” (1981). Em 1987 faz seu último documentário “A Propósito da Bandeira Nacional”. Em 1988 apresenta “Os Canibais” no festival de Cannes. No ano seguinte no mesmo festival mostra “Non ou a Vã Glória de Mandar”. Em 1994 participa de “Viagem a Lisboa” de Win Wenders. Sua filmografia mais recente é composta de “Party” (1996), “Viagem Ao Princípio do Mundo” (1997), “Inquietude” (1998), “A Carta” (1999), “Palavra e Utopia” (2000), “Vou Para Casa” e “Porto da Minha Infância” (2001), “O Princípio da Incerteza” (2002) e “Um Filme Falado” (2003).
