Posts de Setembro, 2007

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O Bandido da Luz Vermelha

Setembro 24, 2007

No dia 26/09, o Cine Clubinho apresentará o curta metragem “O Pedido de Emprego” (1999) de Pedro Caldas. Esse curta é todo feito a partir de um plano-sequência com 7 minutos de duração, onde uma mulher comparece à uma entrevista de emprego que acaba por revelar seu passado. Atuam no filme Sylvie Roche e Lucinda Loureiro. O argumento é de Jorge Silva Melo, fotografia de Isabel Aboim, som de Raquel Jacinto e montagem de Nelly Querttier. Esse curta ganhou o prêmio Cottinelli Telmo no Festival de Curtas de Vila do Conde.

Na seqüência será exibido “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), primeiro longa-metragem de Rogério Sganzerla e marco do cinema marginal. Livremente inspirado na vida de João Acácio Pereira da Costa, famoso ladrão catarinense, o longa narra a história de Jorge, assaltante de residências em São Paulo, sempre acompanhado de sua lanterna vermelha, possui as esposas dos assaltados e tem longos diálogos com suas vítimas. A história vai sendo pontuada pela narração de repórteres de rádio sensacionalistas que especulam sobre o bandido. Em suas incursões à Santos, Jorge conhece Janete Jane por quem se apaixona. O delegado Cabeção responsável pelo caso fica em seu encalço, enquanto luz vermelha circula livremente pela região da boca do lixo gastando o fruto de seus roubos. Tem ainda as frases antológicas proferidas pelo meliante como “Quem tiver de sapato não sobra”, “Eu posso falar de boca cheia: sou um boçal” e “Quem não pode nada tem mais é que se esculhambar”. Elenco: Pauloo Vilaça, Helena Ignez, Ségio Hingst, Luiz Linhares, Sônia Braga, Ítala Nandi, Hélio Aguiar, Pagano Sobrinho, Roberto Luna, Sérgio Mamberti, Carlos Reichenbach, Renato Consorte, Maurice Capovilla, Neville de Almeida e Miriam Mehler. Filme Produzido pela Urânio Filmes, distribuído por Urânio Filmes e Rio Filmes tem a fotografia de Peter Overbeck, desenho de produção de Andréa Tonaci e montagem de Sílvio Renoldi.

O bandido da luz vermelha

Pedro Caldas

Curta-metragista português nascido em 1958 formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, além de possuir licenciatura em Geografia.
Trabalhou como operador de som em filmes de Paulo Rocha, Solveig Nordlund, Vítor Gonçalves, Joaquim Leitão, Ana Luísa Guimarães, António Pedro Vasconcelos, Pedro Costa, Jorge Silva Melo, Joaquim Sapinho, António Reis e Margarida Cordeiro. Dirigiu curtas-metragens e foi filiado aos Artistas Reunidos até 2000.

Rogério Sganzerla

Nasceu em Joaçaba (SC) no ano de 1946. Nos anos 60, trabalhou no jornal O Estado de São Paulo em um suplemento literário, escrevendo sobre cinema.
Depois de realizar dois filmes curta metragem ele lança em 1968 seu primeiro longa “O Bandido da Luz Vermelha”. Esse filme marcou o movimento conhecido como Cinema Marginal, originado no bairro do centro, na região conhecia como “A Boca do Lixo” e inaugurado um ano antes com o filme “A margem” de Ozualdo R. Candeias. Outros nomes do Cinema Marginal foram Júlio Bressane, Carlos Reichenbach, José Mojica Marins e Andrea Tonacci.. Sganzerla propôs a Estética do Lixo, utilizando-se das sobras, dos resíduos para fazer cinema, em contraposição à Estética da Fome de Glauber Rocha, principal representante do Cinema Novo. Para Sganzerla, após seu período revolucionário, o Cinema Novo tornou-se um movimento de elite, conservador de direita.
Faleceu em decorrência de um tumor no cérebro em 9 de janeiro de 2004 pouco depois de concluir seu último filme “O Signo do Caos”.

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Sessão de Curtas

Setembro 18, 2007

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No dia 19/09 o Cine-Clubinho apresenta uma sessão de curta-metragens.
Serão exibidos: “Bulimia”(1999) de Oscar Martín, “Art Of Mirrors” (1973) de Derek Jarman, “La Cabina”(1972) de Antonio Mercero, “Invocation Of My Demon Brother” (1969) de Kenneth Anger, “Vai Tomar no Orifício Pomposo”(2004) e “Fragmentos de Uma Vida”(2002) de Petter Baiestorf.

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Um Filme Falado

Setembro 11, 2007

No dia 12/09, o Cine Clubinho exibirá o curta-metragem “Art Of Mirrors” (1973) de Derek Jarman, seguido do longa “Um Filme Falado” (2003) de Manoel de Oliveira.

um filme falado

Art of Mirrors é um dos curtas experimentais feitos em Super 8 por Derek Jarman antes de seu primeiro longa-metragem “Sebastiane” (1976). Nascido em 31 de janeiro de 1942 em Northwood, Inglaterra, além de diretor, Jarman também foi escritor, pintor e jardineiro. Entre seus filmes destacam-se “Caravaggio” (1986), The Last of England (1988) e War Réquiem (1989). Ele também colaborou em produções audiovisuais de grupos como The Smiths, Sex Pistols e Pet Shop Boys. Faleceu em 19 de fevereiro de 1994 em Londres em decorrência da AIDS.
Um Filme Falado narra a viagem de navio realizada por uma professora de história junto com sua filha pelo mediterrâneo. No decorrer da viagem, a professora irá travar contato real pela primeira vez com as regiões que ela sempre ensinou aos seus alunos em sala de aula. Através dessas passagens o filme traz as diversas línguas e regiões que constroem o mosaico do que hoje é a cultura ocidental. Fazem parte do elenco Leonor Silveira, John Malkovich, Catherine Deneuve, Stefania Sandrelli, Irene Papas, Luís Miguel Cintra, David Cardoso, Elias Logothetis e Filipa de Almeida.
Manoel Cândido Pinto de Oliveira, importante representante do cinema europeu. Nascido no Porto em 12 de dezembro de 1908. Se interessou por cinema através de Charles Chaplin e Max Linder, influenciado pelo pai. Com 20 anos entrou para a Escola de Actores de Cinema. Em 1928 participa como figurante no filme “Fátima Milagrosa” de Rino Lupo. Inspirado por “Berlim, Sinfonia de Uma Capital” (1972) de Walter Ruttman, adquire uma câmera “Kinamo” e começa “Douro, Faina Fluvial”, junto de António Mendes, fotógrafo amador que estreou em 1931. Foi muito perseguido pela crítica por seu modo peculiar de filmar, com planos longos e pouco movimento de câmera. Em 1940 fez seu primeiro longa-metragem “Aniki-Bobó”. Durante os anos 40 e 50, muitos de seus filmes não saíram do papel por falta de verba. Em 1955 foi à Alemanha fazer um estágio na AGFA para estudar a cor aplicada ao cinema, que utilizou no seu documentário “O Pintor e A Cidade”de 1957. Durante os anos 60 torna-se conhecido na França e Itália. Em 1971 faz “O Passado e o Presente” ao qual seguem-se “Benilde ou a Virgem Mãe” (1975), “Amor de Perdição” (1978), e “Francisca” (1981). Em 1987 faz seu último documentário “A Propósito da Bandeira Nacional”. Em 1988 apresenta “Os Canibais” no festival de Cannes. No ano seguinte no mesmo festival mostra “Non ou a Vã Glória de Mandar”. Em 1994 participa de “Viagem a Lisboa” de Win Wenders. Sua filmografia mais recente é composta de “Party” (1996), “Viagem Ao Princípio do Mundo” (1997), “Inquietude” (1998), “A Carta” (1999), “Palavra e Utopia” (2000), “Vou Para Casa” e “Porto da Minha Infância” (2001), “O Princípio da Incerteza” (2002) e “Um Filme Falado” (2003).

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Rainha Diaba

Setembro 4, 2007

Rainha Diaba

No dia 05/09, o Cine Clubinho exibirá “Ctrl + Alt + Fly” (2005) um curta-metragem português dirigido por Vitor M. F. Santos. Na seqüência apresentamos o longa “A Rainha Diaba” (1974) de Antonio Carlos Fontoura.

Rainha Diaba

Com argumento de Plínio Marcos junto do diretor Antonio Carlos Fontoura, a história se passa na Lapa e é centrada na personagem Rainha Diaba, homossexual responsável pelo controle do narcotráfico na região. Diaba planeja suas ações criminosas de um quarto de bordel, do qual é proprietária e coloca seus planos em prática através da ação da marginália que a cerca. Para salvar um de seus pupilos de ir em cana, ela precisa de um laranja para substituí-lo. O bode expiatório será Bereco, treinado por Catitu, homem de confiança da Diaba. Porém a história acaba tomando outros rumos, afinal em meio a esse covil não se pode confiar em todos. A Rainha Diaba foi livremente inspirada em Madame Satã, mítico personagem da Lapa. Destaque para a atuação de Milton Gonçalves no papel principal. Além dele estão presentes no elenco: Odete Lara, Stepan Nercessian, Nélson Xavier, Yara Cortes, Wilson Grey, Edgar Gurgel Aranha, Geraldo Sobreira, Kim Negro, Sidney Becker, Haroldo de Oliveira, Zezé Motta, Hilton Prado, Procópio Mariano, Selma Caronezzi, Lutero Luiz, Fábio Camargo, Isolda Cresta, Letícia de Souza, Perfeito Fortuna, Arnaldo Moniz Freire, Arthur Maia, Sônia Maracajá, Luiz Mendonça, Júlia Moreno, Paulo Neves, Banzo Negro, André Paura, Pedro Pecado, Marquinhos Rebu, Zé Roberto e Samuca.

Vitor M. F. Santos

Nasceu em Porto em 30/08/1974. Formou-se em audiovisual e tecnologia da comunicação pela ESEIG. Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão, Porto.
Dirigiu os curtas “Noir” e “Sr. Delgado” em 2002, “Aula Prática”, “Fotograma 23”, e Gênesis” em 2004, “Ctrl + Alt + Fly” em 2005, “Intemporalidade” em 2007 e co-dirigiu “Na Sombra” e “Sniper” em 2003.

Antonio Carlos da Fontoura

Nacseu em São Paulo em 1939 e foi radicado no Rio de Janeiro. Diretor, produtor e roteirista começou como no cinema fazendo curtas. Seu primeiro filme foi “Heitor dos Prazeres” filmado em 1965, época em que trabalhou como crítico de cinema do Diário Carioca. No ano seguinte fez mais um curta intitulado“Ver, Ouvir”. Nessas suas primeiras produções destacam-se a forte presença de cores fortes e referências pop. Seu primeiro longa-metragem, esse em preto e branco, foi “Copacabana me engana” (1968). Depois vieram mais curtas: “Ouro Preto & Scliar” em 1969, “Meu Nome é Gal” , “Mutantes”e “O último homem”, esses três feitos em 1970. Em 1973 filmou seu segundo longa “Rainha Diaba”, inspirado em Madame Satã. Em 1974 é a vez do curta “Chorinhos e Chorões” e em 1975 “Arquitetura de Morar”. Em 1982 fez o média-metragem “Brasília Segundo Alberto Cavalcanti”. Em 1998 dirigiu o documentário longa-metragem “Uma aventura do Zico”. Em 2004 participou do roteiro de “Pelé Eterno” de Aníbal Massaini. Fez ainda “Gatão de Meia Idade” e “No Meio da Rua”, ambos de 2006. Também trabalhou em produções televisivas. Ficou conhecido pelo modo anárquico de filmar, com muitas cores e referências pop