
No dia 05/09, o Cine Clubinho exibirá “Ctrl + Alt + Fly” (2005) um curta-metragem português dirigido por Vitor M. F. Santos. Na seqüência apresentamos o longa “A Rainha Diaba” (1974) de Antonio Carlos Fontoura.
Rainha Diaba
Com argumento de Plínio Marcos junto do diretor Antonio Carlos Fontoura, a história se passa na Lapa e é centrada na personagem Rainha Diaba, homossexual responsável pelo controle do narcotráfico na região. Diaba planeja suas ações criminosas de um quarto de bordel, do qual é proprietária e coloca seus planos em prática através da ação da marginália que a cerca. Para salvar um de seus pupilos de ir em cana, ela precisa de um laranja para substituí-lo. O bode expiatório será Bereco, treinado por Catitu, homem de confiança da Diaba. Porém a história acaba tomando outros rumos, afinal em meio a esse covil não se pode confiar em todos. A Rainha Diaba foi livremente inspirada em Madame Satã, mítico personagem da Lapa. Destaque para a atuação de Milton Gonçalves no papel principal. Além dele estão presentes no elenco: Odete Lara, Stepan Nercessian, Nélson Xavier, Yara Cortes, Wilson Grey, Edgar Gurgel Aranha, Geraldo Sobreira, Kim Negro, Sidney Becker, Haroldo de Oliveira, Zezé Motta, Hilton Prado, Procópio Mariano, Selma Caronezzi, Lutero Luiz, Fábio Camargo, Isolda Cresta, Letícia de Souza, Perfeito Fortuna, Arnaldo Moniz Freire, Arthur Maia, Sônia Maracajá, Luiz Mendonça, Júlia Moreno, Paulo Neves, Banzo Negro, André Paura, Pedro Pecado, Marquinhos Rebu, Zé Roberto e Samuca.
Vitor M. F. Santos
Nasceu em Porto em 30/08/1974. Formou-se em audiovisual e tecnologia da comunicação pela ESEIG. Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão, Porto.
Dirigiu os curtas “Noir” e “Sr. Delgado” em 2002, “Aula Prática”, “Fotograma 23”, e Gênesis” em 2004, “Ctrl + Alt + Fly” em 2005, “Intemporalidade” em 2007 e co-dirigiu “Na Sombra” e “Sniper” em 2003.
Antonio Carlos da Fontoura
Nacseu em São Paulo em 1939 e foi radicado no Rio de Janeiro. Diretor, produtor e roteirista começou como no cinema fazendo curtas. Seu primeiro filme foi “Heitor dos Prazeres” filmado em 1965, época em que trabalhou como crítico de cinema do Diário Carioca. No ano seguinte fez mais um curta intitulado“Ver, Ouvir”. Nessas suas primeiras produções destacam-se a forte presença de cores fortes e referências pop. Seu primeiro longa-metragem, esse em preto e branco, foi “Copacabana me engana” (1968). Depois vieram mais curtas: “Ouro Preto & Scliar” em 1969, “Meu Nome é Gal” , “Mutantes”e “O último homem”, esses três feitos em 1970. Em 1973 filmou seu segundo longa “Rainha Diaba”, inspirado em Madame Satã. Em 1974 é a vez do curta “Chorinhos e Chorões” e em 1975 “Arquitetura de Morar”. Em 1982 fez o média-metragem “Brasília Segundo Alberto Cavalcanti”. Em 1998 dirigiu o documentário longa-metragem “Uma aventura do Zico”. Em 2004 participou do roteiro de “Pelé Eterno” de Aníbal Massaini. Fez ainda “Gatão de Meia Idade” e “No Meio da Rua”, ambos de 2006. Também trabalhou em produções televisivas. Ficou conhecido pelo modo anárquico de filmar, com muitas cores e referências pop