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Acabou a festa

outubro 31, 2007

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Flores murcham,

andorinhas partem,
galinhas ciscam…
é tempo de bode (preto!)

- Cana na picareta.

Sem mentiras, nem rodeios:

Devido aos problemas da metrópole, chuva x trânsito x irracionalidade de seus habitantes, não conseguimos chegar a tempo para a  última sessão.
Pedimos desculpas aos presentes e por possíveis inconvenientes causados.

Informamos ainda que a partir desta quarta estão encerradas as sessões do Cine Clubinho. O coletivo Bromidrose não ocupará mais a associação.

Agradecemos ao nosso querido público (qualquer que tenha sido ele).

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“Cinema puro”

outubro 23, 2007

Dia 24/10 o Cine Clubinho exibirá “Limite” (1930) de Mario Peixoto.

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Limite narra a história de três náufragos, duas mulheres e um homem em um barco à deriva. Em meio à essa situação vem à tona a história dos personagens. Uma das mulheres abandonou o marido bêbado, o homem havia se envolvido com uma mulher casada e leprosa e foge diante da descoberta a outra mulher depois de ter conseguido fugir da prisão não agüenta o tédio da vida doméstica.
As histórias são compartilhadas entre eles enquanto rumam , já prostrados, para a derrocada final.
Elenco: Olga Breno, Tarciana Rey, Carmen Santos, Raul Schnoor, Brutus Pedreira, Mário Peixoto e Edgar.
A trilha sonora feita por Brutus Pedreira e contém músicas de Erik Satie, Claude-Achille Debussy, Serghei Sergheievitch Prokofiev, Maurice Ravel, Igor Stravinsky, Aleksandr Porfirevich Borodin e César Franck.
Influenciado pelos cineastas da avant-garde francesa, que defendiam a pureza da arte cinematográfica, Mário Peixoto fez um dos filmes experimentais mais expressivos da história do cinema mudo nacional, ao lado de “Riens Que Lês Heures” (1926) de Alberto Cavalcanti, filmado em Paris e “São Paulo – Sinfonia da Metrópole” (1929) de Rodolfo Lustig e Alberto Kemeny.
O filme foi escrito em uma noite, inspirado em uma fotografia de André Kertesz na edição de número 74 da revista “VU”, que Peixoto viu quando ainda estava em Paris em 1929. Na foto, o rosto de uma mulher tem em diante de si, mãos masculinas algemadas.
Quando chegou ao Brasil, em outubro desse mesmo ano, ele ofereceu o filme a Humberto Mauro e Adhemar Gonzaga, que sugeriram que ele mesmo o fizesse.
Edgar Hausschild, o cameraman, teve grande importância na realização do filme, foi ele quem construiu o equipamento necessário para realizar os movimentos de câmera indicados por Peixoto. O filme estreou em 17 de maio de 1931 no clube Capitólio, no Rio de Janeiro, em uma sessão do Chaplin Club. O filme foi exibido tanto no Brasil quanto no exterior e teve boa repercussão, sendo considerado um filme de vanguarda, embora sem a exaltação da máquina, freqüente nos filmes considerados vanguardistas nesse período. Em 1959, o filme em nitrato entra em deterioração, onde Plinio Sussekind e Saulo Pereira de Mello se mobilizam para restaurá-lo. A restauração durou um longo tempo, o filme só voltaria a ser exibido em 1978 e muita gente chegou a questionar sua existência.

Mário Peixoto

Mário Breves Peixoto nasceu em 25 de março de 1908, descendente de traficantes de escravo por parte da mãe e usineiros de açúcar por parte do pai.
Em 1926 interrompe os estudos para ir até a Inglaterra, onde permanece até agosto de 1927.
Participa do “Chaplin Club”, um cineclube da época responsável pela publicação da revista “ O FAN”.
Volta a Europa em junho de 1929 com a intenção de se aprofundar na arte cinematográfica. Inspirado na capa da edição 74 da revista “VU”, uma foto de André Kertesz, que viu quando passava por Paris, escreve em uma noite o filme “Limite”. Começa a filmá-lo em 1930, já de volta ao Brasil e exibe-o pela primeira vez no Cinema Capitólio em 1931. O filme foi considerado foi bem aceito e considerado como “cinema puro”, influência dos cineastas da avant-garde francesa, com quem teve contato quando de sua passagem por Paris. Embora tenha tentado diversas vezes realizar outros filmes, “Limite” foi o único longa-metragem dirigido por Mário Peixoto. O filme começou a se deteriorar em 1957 e teve de ser restaurado por Plínio Sussekind e Saulo Pereira de Mello, processo que só foi finalizado em 1971. O filme só voltou a ser exibido em público em1978, o que gerou a lenda em torno de sua existência.
Mário Peixoto publicou em 1931 um livro de poemas chamado “Mundéu”, com prefácio escrito por Mário de Andrade, reeditado em 1996 pela editora Sette Letras. Ainda nesse ano publica três contos e uma peça de teatro na revista “Bazar”, que estão em uma coletânea feita por Saulo Pereira de Mello em 2004 pela editora aeroplane intitulada “Seis Contos e Duas Peças Curtas”.Também pela aeroplane saiu em 2002 uma coletânea de poemas feitos entre 1930 e 1960 “Poemas de Permeio com o Mar”.
Em 1934 publica “O Inútil de Cada Um”, seu primeiro romance, que ele continua escrevendo até o fim da vida, desdobrando-o em seis volumes. Falece em 2 de fevereiro de 1992.

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O Rio no Clubinho

outubro 16, 2007

No dia 17/10, o Cine Clubinho exibirá dois documentários: “Fala Mangueira” (1982) de Fred Confalonieri e “Sou Feia Mas Tô Na Moda” (2005) de Denise Garcia.

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Fala Mangueira

Mostra a relação entre o samba da escola Mangueira e a importância que tem no cotidiano dos moradores do morro, sua importância cultural para a comunidade. Através da narração de Grande Otelo, vamos vendo imagens da vida dos moradores do morro, seu dia-a-dia e a história do samba através de seus principais representantes locais. Participam do filme: Canhão Tá-Lá, Diara, Jandira Araújo, Kátia Monteiro, Nado Mesmo, Cartola, Martinho da Vila, Xangô, Abdias do Nascimento, Beto Fim de Noite, Carlos Cachaça, Chimbico, Clementina de Jesus, D. Neuma, D. Zica, Delegado, Dione, Dirceu, Ítala Nandi, Lilinho, Padeirinho, Robertinho, Tantinho, Babau e Waldomiro.

Sou Feia Mas Tô Na Moda

Estréia de Denise Garcia na direção de longa-metragem, o documentário acompanha o universo do funk no Rio de Janeiro, mais especificamente na Cidade de Deus. Denise acompanhou durante cerca de um ano os bailes de funk no morro, dando destaque para a ala feminina do movimento, que ganhou destaque com o sucesso de Tati Quebra-Barraco. A diretora porém não foca o documentário em cima de Tati e mostra outras personagens como Deise da Injeção, Vanessinha Pikachú e o bonde Gaiola das Popozudas. Alguns representantes da ala masculina do funk também aparecem no documentário como o DJ Marlboro, e os Mcs Cidinho e Doca.

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À Meia Noite Levarei Sua Alma

outubro 8, 2007

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No dia 10/10 o Cine Clubinho exibirá “À Meia Noite Levarei Sua Alma” (1964) de José Mojica Marins.
Esse filme é o primeiro longa-metragem de Mojica depois de algumas tentativas frustradas nesse sentido. É nesse filme que aparece pela primeira Zé do Caixão,personagem que o tornará popular e é fruto de um pesadelo. Ao acordar, Mojica resolveu anotar tudo e utilizar como enredo em seu filme. Nessa época ele dava aulas em um “curso de cinema” (sem nunca ter feito nenhum estudo formal nessa área), e seus alunos o ajudaram a bancar essa empreitada. Mojica chegou a vender móveis, utensílios domésticos e até algumas roupas para auxiliar no orçamento do filme. Dormia no estúdio, dentro do caixão utilizado no filme. Sua mulher estava grávida na época.
O filme narra a saga de Zé do Caixão, personagem cético que aterroriza a cidade. Seu objetivo é ter um filho para perpetuar seu sangue. Como sua mulher não consegue ter um filho, resolve matá-la. Passa então a cobiçar a mulher de seu amigo. Mata o amigo e violenta sexualmente sua mulher que acaba por se suicidar. Esse filme é o primeiro de uma trilogia que continua em “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1966) e será finalizada com “Encarnação do Demônio”, mais novo filme de Mojica que está para ser lançado.
À Meia-Noite Levarei Sua Alma tem em seu elenco José Mojica Marins, Magda Mei, Nivaldo de Lima, Valéria Vasquez, Ilidio Martins, Arildo Lima, Vânia Rangel, Graveto, Robinson Aielo, Avelino Marins, Laercio Laurelli, Mario Lima, Antonio Martins, Arildo Iruam, Geraldo Bueno, Genésio Carvalho, Eucharis Morais, Oscar Morais.

José Mojica Marins

Nasceu em 13 de março, em São Paulo. Suas primeiras produções são longas e médias metragens mudos, como “A Mágica do Mágico” (1945), “Beijos à Granel” (1946), “Sonhos de vagabundo” (1947) e “A Voz do Coveiro” (1948), filmados em 16mm. Seu primeiro filme sonoro completo é “Sina de Aventureiro” (1957), em 1955 ele havia começado as filmagens de “Sentença de Deus”, que ficou inacabado. Em 1964, Mojica torna-se conhecido graças à sua personagem Zé do Caixão, no longa “Á Meia-Noite Levarei Sua Alma”. Outro filme bastante conhecido dessa época e também com Zé do Caixão é “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1966). Através desses filmes ele fica conhecido internacionalmente para só depois ser “descoberto” pela crítica, imprensa e público nacionais. Em 1970, seu filme “Ritual dos Sádicos” foi censurado pelos militares. Mojica ficou marcado por sua personagem Zé do Caixão e teve de explorá-la ao máximo para arrecadar recursos para seus filmes. No fim da década de 70 e início da de 80 assina vários filmes de sexo explícito com o pseudônimo de J. Avelar. Seus filmes integraram o cinema marginal, ao lado de Ozualdo Candeias, Rogério Sganzerla, Júlio Bressane, Carlos Reichenbach e Andréa Tonacci.
Além de José Mojica, Zé do Caixão e J. Avelar, alguns de seus filmes são creditados como Coffin Joe.

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Mais uma tentativa de destruir o mundo

outubro 3, 2007

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Noite de cinema loucura

outubro 2, 2007

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No dia 03/10, o Cine Clubinho exibirá três média-metragens: “Entr’Acte” (1924) de René Clair, “Scorpio Rising” (1964) de Kenneth Anger e “Palhaço Triste” (2005) de Petter Baiestorf.

Entr’Acte, o segundo filme de René Clair, é um experimento artístico que explora de forma extremamente original os recursos da linguagem cinematográfica. Carrega forte influencia dos movimentos artísticos vanguardistas dos anos 20, destacadamente o surrealismo e o dadaísmo. O filme é experimental, com uma narrativa completamente fragmentada. Entre os nomes envolvidos nessa empretitada estão: Francis Picabia (pintor), Erik Satie (compositor), Marcel Duchamp (pintor e escultor), Man Ray (fotógrafo) e Jean Borlin (bailarino). Quando de sua estréia, o filme estava vinculado a um balé produzido por Erik Satie e Francis Picabia intitulado “Relachê”.

Scorpio Rising trata da temática homossexual, através de imagens de jovens motoqueiros nazistas em suas orgias. Em meio à essas imagens aparecem referências a Jesus Cristo, James Dean e Marlon Brando, o fetiche por couro e canções doo-wop (pop americano vocal dos anos 40). A cena final mostra um estupro, seguido de um acidente automobilístico. “Foi um final perfeito para “Scorpio Rising”, porque o signo de escorpião refere-se a sexo e morte, e também rege as máquinas – porque os órgãos sexuais são as máquinas do corpo” (Kenneth Anger)

Palhaço Triste foi feito através da Canibal Filmes junto com a Bulhorgia Produções. É dirigido e roteirizado por Petter Baiestorf, com a edição de Gurcius Gewdner. O filme narra a história de vida, ideologias e paixões do diretor.

René Clair
Nasceu em Paris em 1898, seu primeiro filme foi “Paris Adormecida” (Paris qui dort, 1923). Esteve ligado com as vanguardas artísticas dos anos 20, o que conferiu caráter experimental ao seu segundo trabalho “Entr’Acte” (1924). Essa linha de experimentalismo, porém, não acompanhou sua obra no decorrer dos anos. Faleceu em 1981.

Kenneth Anger
Integrou o cinema underground norter-americano ao lado de nomes como Paul Morrissey, Derek Jarman, Andy Warhol e William Burroughs, sendo um de seus representantes mais indigestos . Seus filmes abordam a temática sexual, em especial a homoerótica além de fazerem diversas alusões à Thelema (filosofia de Aleister Crowley). Quando fez seu primeiro filme “Escape Episode” tinha 17 anos, porém o seu trabalho mais representativo foi “Fireworks” (1947). Sua produção cinematográfica contém ainda forte influência da beat generation.

Petter Baiestorf
É um diretor catarinense, mais especificamente da cidade de Palmitos. Nascido em 13 de novembro de 1974, produz filmes desde 1992 em VHS e de forma independente. Seus filmes são trash ao extremo, sangrentos e indigestos. Em 1995 consegue algum êxito comercial com “Monstro Legume do Espaço”, filmado em apenas 4 dias devido à uma moda de filmes trash entre a classe média brasileira. Continua produzindo filmes através de sua produtora “Canibal Filmes”.

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O Bandido da Luz Vermelha

setembro 24, 2007

No dia 26/09, o Cine Clubinho apresentará o curta metragem “O Pedido de Emprego” (1999) de Pedro Caldas. Esse curta é todo feito a partir de um plano-sequência com 7 minutos de duração, onde uma mulher comparece à uma entrevista de emprego que acaba por revelar seu passado. Atuam no filme Sylvie Roche e Lucinda Loureiro. O argumento é de Jorge Silva Melo, fotografia de Isabel Aboim, som de Raquel Jacinto e montagem de Nelly Querttier. Esse curta ganhou o prêmio Cottinelli Telmo no Festival de Curtas de Vila do Conde.

Na seqüência será exibido “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), primeiro longa-metragem de Rogério Sganzerla e marco do cinema marginal. Livremente inspirado na vida de João Acácio Pereira da Costa, famoso ladrão catarinense, o longa narra a história de Jorge, assaltante de residências em São Paulo, sempre acompanhado de sua lanterna vermelha, possui as esposas dos assaltados e tem longos diálogos com suas vítimas. A história vai sendo pontuada pela narração de repórteres de rádio sensacionalistas que especulam sobre o bandido. Em suas incursões à Santos, Jorge conhece Janete Jane por quem se apaixona. O delegado Cabeção responsável pelo caso fica em seu encalço, enquanto luz vermelha circula livremente pela região da boca do lixo gastando o fruto de seus roubos. Tem ainda as frases antológicas proferidas pelo meliante como “Quem tiver de sapato não sobra”, “Eu posso falar de boca cheia: sou um boçal” e “Quem não pode nada tem mais é que se esculhambar”. Elenco: Pauloo Vilaça, Helena Ignez, Ségio Hingst, Luiz Linhares, Sônia Braga, Ítala Nandi, Hélio Aguiar, Pagano Sobrinho, Roberto Luna, Sérgio Mamberti, Carlos Reichenbach, Renato Consorte, Maurice Capovilla, Neville de Almeida e Miriam Mehler. Filme Produzido pela Urânio Filmes, distribuído por Urânio Filmes e Rio Filmes tem a fotografia de Peter Overbeck, desenho de produção de Andréa Tonaci e montagem de Sílvio Renoldi.

O bandido da luz vermelha

Pedro Caldas

Curta-metragista português nascido em 1958 formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, além de possuir licenciatura em Geografia.
Trabalhou como operador de som em filmes de Paulo Rocha, Solveig Nordlund, Vítor Gonçalves, Joaquim Leitão, Ana Luísa Guimarães, António Pedro Vasconcelos, Pedro Costa, Jorge Silva Melo, Joaquim Sapinho, António Reis e Margarida Cordeiro. Dirigiu curtas-metragens e foi filiado aos Artistas Reunidos até 2000.

Rogério Sganzerla

Nasceu em Joaçaba (SC) no ano de 1946. Nos anos 60, trabalhou no jornal O Estado de São Paulo em um suplemento literário, escrevendo sobre cinema.
Depois de realizar dois filmes curta metragem ele lança em 1968 seu primeiro longa “O Bandido da Luz Vermelha”. Esse filme marcou o movimento conhecido como Cinema Marginal, originado no bairro do centro, na região conhecia como “A Boca do Lixo” e inaugurado um ano antes com o filme “A margem” de Ozualdo R. Candeias. Outros nomes do Cinema Marginal foram Júlio Bressane, Carlos Reichenbach, José Mojica Marins e Andrea Tonacci.. Sganzerla propôs a Estética do Lixo, utilizando-se das sobras, dos resíduos para fazer cinema, em contraposição à Estética da Fome de Glauber Rocha, principal representante do Cinema Novo. Para Sganzerla, após seu período revolucionário, o Cinema Novo tornou-se um movimento de elite, conservador de direita.
Faleceu em decorrência de um tumor no cérebro em 9 de janeiro de 2004 pouco depois de concluir seu último filme “O Signo do Caos”.

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Sessão de Curtas

setembro 18, 2007

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No dia 19/09 o Cine-Clubinho apresenta uma sessão de curta-metragens.
Serão exibidos: “Bulimia”(1999) de Oscar Martín, “Art Of Mirrors” (1973) de Derek Jarman, “La Cabina”(1972) de Antonio Mercero, “Invocation Of My Demon Brother” (1969) de Kenneth Anger, “Vai Tomar no Orifício Pomposo”(2004) e “Fragmentos de Uma Vida”(2002) de Petter Baiestorf.

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Um Filme Falado

setembro 11, 2007

No dia 12/09, o Cine Clubinho exibirá o curta-metragem “Art Of Mirrors” (1973) de Derek Jarman, seguido do longa “Um Filme Falado” (2003) de Manoel de Oliveira.

um filme falado

Art of Mirrors é um dos curtas experimentais feitos em Super 8 por Derek Jarman antes de seu primeiro longa-metragem “Sebastiane” (1976). Nascido em 31 de janeiro de 1942 em Northwood, Inglaterra, além de diretor, Jarman também foi escritor, pintor e jardineiro. Entre seus filmes destacam-se “Caravaggio” (1986), The Last of England (1988) e War Réquiem (1989). Ele também colaborou em produções audiovisuais de grupos como The Smiths, Sex Pistols e Pet Shop Boys. Faleceu em 19 de fevereiro de 1994 em Londres em decorrência da AIDS.
Um Filme Falado narra a viagem de navio realizada por uma professora de história junto com sua filha pelo mediterrâneo. No decorrer da viagem, a professora irá travar contato real pela primeira vez com as regiões que ela sempre ensinou aos seus alunos em sala de aula. Através dessas passagens o filme traz as diversas línguas e regiões que constroem o mosaico do que hoje é a cultura ocidental. Fazem parte do elenco Leonor Silveira, John Malkovich, Catherine Deneuve, Stefania Sandrelli, Irene Papas, Luís Miguel Cintra, David Cardoso, Elias Logothetis e Filipa de Almeida.
Manoel Cândido Pinto de Oliveira, importante representante do cinema europeu. Nascido no Porto em 12 de dezembro de 1908. Se interessou por cinema através de Charles Chaplin e Max Linder, influenciado pelo pai. Com 20 anos entrou para a Escola de Actores de Cinema. Em 1928 participa como figurante no filme “Fátima Milagrosa” de Rino Lupo. Inspirado por “Berlim, Sinfonia de Uma Capital” (1972) de Walter Ruttman, adquire uma câmera “Kinamo” e começa “Douro, Faina Fluvial”, junto de António Mendes, fotógrafo amador que estreou em 1931. Foi muito perseguido pela crítica por seu modo peculiar de filmar, com planos longos e pouco movimento de câmera. Em 1940 fez seu primeiro longa-metragem “Aniki-Bobó”. Durante os anos 40 e 50, muitos de seus filmes não saíram do papel por falta de verba. Em 1955 foi à Alemanha fazer um estágio na AGFA para estudar a cor aplicada ao cinema, que utilizou no seu documentário “O Pintor e A Cidade”de 1957. Durante os anos 60 torna-se conhecido na França e Itália. Em 1971 faz “O Passado e o Presente” ao qual seguem-se “Benilde ou a Virgem Mãe” (1975), “Amor de Perdição” (1978), e “Francisca” (1981). Em 1987 faz seu último documentário “A Propósito da Bandeira Nacional”. Em 1988 apresenta “Os Canibais” no festival de Cannes. No ano seguinte no mesmo festival mostra “Non ou a Vã Glória de Mandar”. Em 1994 participa de “Viagem a Lisboa” de Win Wenders. Sua filmografia mais recente é composta de “Party” (1996), “Viagem Ao Princípio do Mundo” (1997), “Inquietude” (1998), “A Carta” (1999), “Palavra e Utopia” (2000), “Vou Para Casa” e “Porto da Minha Infância” (2001), “O Princípio da Incerteza” (2002) e “Um Filme Falado” (2003).

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Rainha Diaba

setembro 4, 2007

Rainha Diaba

No dia 05/09, o Cine Clubinho exibirá “Ctrl + Alt + Fly” (2005) um curta-metragem português dirigido por Vitor M. F. Santos. Na seqüência apresentamos o longa “A Rainha Diaba” (1974) de Antonio Carlos Fontoura.

Rainha Diaba

Com argumento de Plínio Marcos junto do diretor Antonio Carlos Fontoura, a história se passa na Lapa e é centrada na personagem Rainha Diaba, homossexual responsável pelo controle do narcotráfico na região. Diaba planeja suas ações criminosas de um quarto de bordel, do qual é proprietária e coloca seus planos em prática através da ação da marginália que a cerca. Para salvar um de seus pupilos de ir em cana, ela precisa de um laranja para substituí-lo. O bode expiatório será Bereco, treinado por Catitu, homem de confiança da Diaba. Porém a história acaba tomando outros rumos, afinal em meio a esse covil não se pode confiar em todos. A Rainha Diaba foi livremente inspirada em Madame Satã, mítico personagem da Lapa. Destaque para a atuação de Milton Gonçalves no papel principal. Além dele estão presentes no elenco: Odete Lara, Stepan Nercessian, Nélson Xavier, Yara Cortes, Wilson Grey, Edgar Gurgel Aranha, Geraldo Sobreira, Kim Negro, Sidney Becker, Haroldo de Oliveira, Zezé Motta, Hilton Prado, Procópio Mariano, Selma Caronezzi, Lutero Luiz, Fábio Camargo, Isolda Cresta, Letícia de Souza, Perfeito Fortuna, Arnaldo Moniz Freire, Arthur Maia, Sônia Maracajá, Luiz Mendonça, Júlia Moreno, Paulo Neves, Banzo Negro, André Paura, Pedro Pecado, Marquinhos Rebu, Zé Roberto e Samuca.

Vitor M. F. Santos

Nasceu em Porto em 30/08/1974. Formou-se em audiovisual e tecnologia da comunicação pela ESEIG. Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão, Porto.
Dirigiu os curtas “Noir” e “Sr. Delgado” em 2002, “Aula Prática”, “Fotograma 23”, e Gênesis” em 2004, “Ctrl + Alt + Fly” em 2005, “Intemporalidade” em 2007 e co-dirigiu “Na Sombra” e “Sniper” em 2003.

Antonio Carlos da Fontoura

Nacseu em São Paulo em 1939 e foi radicado no Rio de Janeiro. Diretor, produtor e roteirista começou como no cinema fazendo curtas. Seu primeiro filme foi “Heitor dos Prazeres” filmado em 1965, época em que trabalhou como crítico de cinema do Diário Carioca. No ano seguinte fez mais um curta intitulado“Ver, Ouvir”. Nessas suas primeiras produções destacam-se a forte presença de cores fortes e referências pop. Seu primeiro longa-metragem, esse em preto e branco, foi “Copacabana me engana” (1968). Depois vieram mais curtas: “Ouro Preto & Scliar” em 1969, “Meu Nome é Gal” , “Mutantes”e “O último homem”, esses três feitos em 1970. Em 1973 filmou seu segundo longa “Rainha Diaba”, inspirado em Madame Satã. Em 1974 é a vez do curta “Chorinhos e Chorões” e em 1975 “Arquitetura de Morar”. Em 1982 fez o média-metragem “Brasília Segundo Alberto Cavalcanti”. Em 1998 dirigiu o documentário longa-metragem “Uma aventura do Zico”. Em 2004 participou do roteiro de “Pelé Eterno” de Aníbal Massaini. Fez ainda “Gatão de Meia Idade” e “No Meio da Rua”, ambos de 2006. Também trabalhou em produções televisivas. Ficou conhecido pelo modo anárquico de filmar, com muitas cores e referências pop

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